sexta-feira, 1 de setembro de 2017

NO BAR

Era um sábado à noite. Ela deu a sugestão de irmos para um samba. Comentei que não lembrava se sabia ainda dançar, ela disse que também não lembrava. Iríamos para sentar em uma mesa, tomar uma cervejinha e apreciar o ambiente e a boa música. Topei.
Fomos para o boteco de sempre, com meia luz, algumas mesas nos cantos mais escuros, decoração arrojada e gente bonita. Apesar de irmos sem a intenção de dançar como antigamente, nos vestimos para a ocasião. Eu usava uma pólo e calça jeans com tênis. Ela quis me provocar: blusa de seda que marcava os peitos grandes e uma saia pequena, soltinha, que deixava a imaginação ir pra longe. O salto alto, porém, deixava claro que não era só inocência. Batom vermelho e lápis preto no olho, só pra me deixar maluco. Quis comer ela antes de sair de casa, ela só respondeu: - Depois.
Foi só entrar que começamos a receber olhares. Aliás, ela começou a receber olhares. Ela conhecia quase todos que costumavam frequentar o lugar e foi cumprimentar pessoas. Eu achei uma mesa em um canto e pedi duas cervejas. Depois de um tempo ela voltou, sentou e ficamos bebendo, conversando sobre o lugar e ouvindo a música. Era dia de roda de samba, com a negada habitual. Não demorou para aparecer um deles para pedir a minha permissão para dançar com ela. Falei que ela que decidia, ao que aceitou o convite e foi com ele. O nego dançava bem e ela, que havia afirmado que não lembrava de como se fazia, logo estava dando voltas com ele. Conforme a cerveja ia subindo à cabeça, o tesão foi aparecendo e ela com aquela saia, batom vermelho e saltos pretos eu já estava pensando sacanagem de novo.
Logo a música acabou, eles se saudaram e ela voltou para a mesa. Pelo jeito eu não era o único a olhar, pois mal começou outra música e apareceu mais um. Dessa vez, ninguém pediu minha permissão. Ela deu um gole grande na cerveja gelada e saiu com ele. A cena da dança se repetiu e o tesão continuava a aumentar. Percebi que eu não era o único a sentir um calor. Ela foi se soltando cada vez mais e já dançava mais colada no negão, que aproveitou para a descer um pouco mais a mão nas costas. Quando ela voltou pra mesa, agora já suada, perguntei se ela estava se divertindo: – Muito! Fazia tempo que não dançava assim! – falou, ofegante. A pontinha de ciúme apareceu e soltei: - E do preto safado? Também gostou? -. Ela fez uma cara de brava, mas resolveu provoca: – Talvez eu tenha gostado. E daí? Tu pareceu ter gostado do show. Não tirou os olhos da gente -. Respondi: - Eu e o bar inteiro, né? Rebolando que nem uma puta com aquele preto safado, era difícil não olhar! Vou fumar um cigarro. Enquanto levantava, ela soltou, brava: - Isso. Me chama de puta, me deixa puta e agora me deixa sozinha. Pelo jeito tu realmente quer ser corno, né?
Não respondi e fui lá fora fumar o cigarro. Essa última provocação me pegou. Andávamos fantasiando nas últimas semanas cenas em que ela dava para outro na minha frente e eu, apesar da humilhação, ficava louco de tesão e acabava batendo uma e me gozando todo. Enquanto tragava, imaginava se não tinha feito cagada ao falar aquilo. A essa altura, já era tarde e muita gente já tinha ido embora. O samba já tinha parado e agora era só o som de vinis da velha guarda. Os pretos de sempre ficaram no bar e enquanto eu fumava, vi o último casal sair. Resolvi voltar pra dentro.
Quando entrei, me deparei com uma cena que me fez parar onde eu estava. No bar, minha morena em pé, apoiada no balcão, bebia uma cerveja e olhava para um preto ao seu lado. Ele descaradamente acariciava sua bunda por cima da pequena saia. Sentiram minha presença, pararam de conversar e olharam para mim. Como se não me reconhecessem, voltaram a conversar, ele com a mão na bunda dela. Quando fui me aproximar, outro negão parou na minha frente, sem falar nada. Entendi o recado e sentei na nossa mesa, esperando que ela voltasse e sentasse comigo. Não foi o que aconteceu.
O negão que havia me impedido de me aproximar foi na direção dela parou do outro lado. Também começou a passar a mão na bunda. Então ela virou na minha direção e olhou bem nos meus olhos, com uma cara de safada. – Quer ver eles me comerem? - ela perguntou, ainda me olhando. Eu não consegui responder, eles agora passando a mão por baixo da saia, na bunda e na buceta. Um deles colocou uma mão por dentro da blusa e pegou num dos peitos. Ela cerrou os olhos e mordeu o lábio. Me olhou de novo e viu a marca que meu pau duro estava deixando na calça. – Tu quer ser corno, né? Então faz direito. Bota o pau pra fora e bate uma enquanto tu aproveita o show.
Como que um sinal para os dois negões, eles viraram ela de costas e a apoiaram no balcão. Um deles se abaixou atrás dela e tirou sua calcinha. Dava pra ver a mancha molhada. Sem fazer drama, ele segurou as nádegas e abriu bem. Caiu de boca na bucetinha molhada dela. Ela que estava apoiada no balcão se entregou e deitou a cabeça enquanto era chupada por trás. Não conseguiu ficar assim por muito tempo. O outro negão usou as duas mãos pra rasgar a blusa de seda. O sutiã também. – Acho que vou ter que ir embora com os peitos de fora, amor – ela disse, meio gemendo, meio ofegando. O negão que rasgou a blusa pegou um dos peitos e começou a chupar, mordiscar. Os gemidos aumentaram.
O que chupava parou e se levantou. Abriu o zíper da calça. O som inevitável que precedia a infidelidade explícita prestes a acontecer na minha frente. Ele sacou o pau, meio duro. O outro negão a pegou pelos cabelos e a virou. A forçou a se abaixar. Puxou o próprio pau da calça. Me olhou de novo, olhou pro meu pau duro pra fora da calça. Minha mão subindo e descendo. – Melhor que ser comida por esses dois pretos é ser comida na tua frente e ver como tu adora – ela disse, olhando pra mim sem piscar. E assim, com esse olhar, começou a chupar os dois paus ébanos até ficarem duros. Eu, que sempre vi ela chupar o meu, branco, fiquei louco com o contraste. Aquele rostinho que eu sempre conheci, tão amável, com a pele branquinha, engolindo dois caralhos pretos. Um dos negões então falou: - Essa é a pior puta que tem. Tem prazer em botar chifre no namorado na frente dele. Eu não podia concordar mais.
Com os paus já bem duros, eles levantaram ela e resolveram fazer em vez de falar. Apoiaram ela no balcão novamente e o primeiro se posicionou atrás. Apontou o pau na buceta que escorria e meteu, tudo de uma vez só. Ela gemeu alto. Ele segurou seu cabelo, puxou ela e perguntou como ela queria. – Forte! Me come com força! -. Ele começou a bombar, a foder o rabo dela. O barulho de carne em carne só competia com os gemidos dela. Ao olhar para os lados percebo, finalmente, que o bar não está vazio. Apenas outros homens restaram no boteco. Eles, assim como eu, estão com os paus nas mãos, batendo uma punheta enquanto apreciam o espetáculo. Os músicos da roda de samba, também. Um deles, um antigo “amigo” dela, também.
Ela anuncia que vai gozar e ele aumenta a velocidade e força dos movimentos. Ela está sendo fodida no sentido mais verdadeiro da palavra. Lembro que ele não está usando camisinha, mas antes que possa falar algo ele urra forte. Penetra fundo, as nádegas contraindo enquanto goza dentro dela. Uma vez, duas vezes, três vezes. Parece que não vai mais acabar. Ela está gemendo alto, gozando junto. Quase como se fosse combinado, ele sai, o pau escorrendo, e dá espaço ao outro. Ela ainda sentindo os choques do forte orgasmo é invadida por outro pau grande, grosso e duro. Solta um grito, mas não demonstra sinais de resistência.
Alguns dos homens no bar começam a gozar ali mesmo, no chão. Os gemidos dela são acompanhados pelos deles e ela olha para trás. Sorri com tantos homens gozando à sua imagem. Olha pra mim e vê que ainda continuo duro, batendo a minha punheta infiel, pervertida. – Tu só vai gozar no final, meu corno. Nem pensa em gozar no chão. Tu vai gozar dentro de mim e esperar que a porra desses negões não seja mais forte que a tua.
Eu sei que está tudo errado. Mas o perigo de ela engravidar desses caras me deixa louco. Diminui o ritmo para não gozar ali mesmo. O negão que a come agora começa a gozar também. Mais porra dentro da buceta da minha amada. Ou eu deveria dizer, da minha puta? Ele sai e deixa ela ali, escancarada, escorrendo. Ela vira de frente para a plateia e vê, pela primeira vez, o antigo amigo. Ao perceber que ele também não gozou, faz sinal com o dedo para se aproximar. Ela olha pra mim e vê o meu desespero. Ela sabe que sempre morri de ciúmes devido ao passado dos dois. Ela está adorando me torturar. Não precisa falar nada. Ele entra nela, como tantas vezes já entrou. Ela cerra os olhos e o sorriso se transforma em prazer. Minha mão não deixa o meu pau. Que tortura, que tesão. Ele a come, com força, sem parar. Goza. Ela prende as pernas na sua cintura, sustentada pelo banco e o pau que começa a amolecer. Abre os olhos, olha pra mim. – Tua vez.
Levanto e percebo que estou tremendo. Nunca senti tanto tesão na vida. Sinto uma eletricidade percorrendo cada milímetro do meu corpo. Paro na sua frente. Ela usa uma mão para me puxar para perto, pelo meu pau. Guia meu membro direto para a sua buceta. Me puxa pra perto, me beija com fome. Me solta e fala no meu ouvido: - Eles podem me comer, mas só tu pode me beijar. Enlouqueço. Viro um lobo. Começo a foder rápido, com força. Ela geme mais alto. Abre as pernas e apoio nos bancos adjacentes pra me dar mais espaço. Me apoio no balcão e monto com força. Mais rápido. Mais forte. Mais rápido. Mais forte!
Liberação. Gozo como nunca gozei antes. De novo, de novo, de novo. Ela me beija.
Não pagamos a conta. Ninguém falou uma palavra. Saimos do bar, ela com os peitos ainda de fora. Depois do que aconteceu, não ligamos quando um homem que atravessa a rua ficou olhando, incrédulo. Entramos no carro.
- Te amo.
- Eu também.

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